Mano Menezes nasceu em Passo do Sobrado, que em 1962 ainda era apenas um distrito de Rio Pardo, no interior do Rio Grande do Sul. Viveu, estudou, casou e se formou técnico de futebol em Venâncio Aires, cidade vizinha. Mas é mesmo Porto Alegre, a capital gaúcha, o local que o atual treinador do Corinthians mais gosta. E quis o destino que ele tivesse a chance de atingir o seu auge justamente na cidade.Nesta quarta-feira, no Beira-Rio, o Timão de Mano Menezes decide a Copa do Brasil com o Internacional. Depois de uma vitória alvinegra por 2 a 0 no jogo de ida, no Pacaembu, em São Paulo, os paulistas podem perder por 1 a 0 ou até por dois gols de diferença (desde que balancem as redes adversárias) para ficar com o título. Seria a conquista mais importante da carreira do treinador, atual campeão paulista.
- Título é ótimo em qualquer lugar, mas na verdade eu preferiria que a disputa fosse em São Paulo, porque acho que as condições são melhores quando você está no seu estádio. Porém, Porto Alegre é um grande palco, um grande centro do futebol brasileiro, uma das poucas cidades que tem dois campeões do mundo (assim como São Paulo) – discursou o técnico corintiano.
Porto Alegre se tornou a cidade preferida de Mano Menezes por dois motivos. Primeiro por ter sido sua consolidação como técnico de futebol. Depois de chamar a atenção no comando do XV de Novembro de Campo Bom e no Caxias, Mano foi contratado pelo Grêmio. Em três anos, ganhou a Série B, chegou em terceiro no Brasileirão que marcou o retorno tricolor à elite e foi vice-campeão da Taça Libertadores.
- Eu gosto muito de lá pela importância que a cidade tem na projeção nacional da minha carreira, mas também porque Porto Alegre tem um charme especial. Apesar de ser capital, ainda conserva, em determinados bairros, algumas coisas de cidades pequenas, de interior. Isso me agrada – comentou o treinador.
Só que o caráter especial da capital gaúcha para Mano tem também a ver com a família. Foi na capital do Rio Grande do Sul que depois de anos de idas e vindas por times do interior, Mano pode voltar a morar junto de sua filha, Camilla, que estudava e trabalhava na cidade na época em que o pai assumiu o comando do Grêmio.
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